quarta-feira, 1 de abril de 2015

Suicídio

Tá tudo bem desde ontem? É o que importa.
Tenho tendências suicidas. Calma. Ainda não fechem esta merda. Mas a verdade é que as tenho. Senão vejamos: ainda ontem ferrei a mim próprio no pulso.
E hoje espetei uma unha de um dos dedos da mão direita na mão esquerda e fiz sangue. E cada vez que olho pra lá vejo algum. Não tá fácil.
Além de ter tendências suicidas, penso nessa merda muitas vezes. Se eu fosse co caralho, literalmente, pouca gente daria por isso. Faço cá tanta falta como o Josué faz ao FC Porto. Só por aí já podem imaginar a falta que faço.
Como dizem os Limp Bizkit em "Break Stuff": it's just one of those days. Um daqueles dias, mais um, em que nada faz sentido. Em que sentimos tudo ou quase tudo contra nós. Um daqueles dias em que só nos apetece desaparecer.
Penso muito nisto. Talvez seja um sinal. Chamem-me o que quiserem.
A verdade é que, neste momento, tenho vontade de não cá andar. Depois imagino o que as pessoas diriam ou sentiriam se eu morresse. Certamente que alguém iria dar pela minha falta, mas pouca gente seria. O pessoal tá-se a cagar pra mim.
Mas eu também me tou a cagar pra eles. É um facto. É outro facto que não tenho muito que me prenda aqui. Não tenho mesmo. Há sempre alguma coisa? Há, mas neste momento nada faz sentido na minha cabeça.
Enfim, pessoas positivas dirão que melhores dias virão. E eu pergunto quando. Pode ser que amanhã já esteja melhor.
Até lá, se Deus quiser.

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