Ganda malta! Tão firmes e hirtos? Pintaram alguma coisa ou nem por isso?
Hoje passei por um sítio que sempre que lá passo lembro-me de alta cena que lá aconteceu. E a culpa foi minha. Por isso é que me lembro muito bem. E rio-me sempre.
Acho que já vos falei do Roberto. Ganda maluco. Por isso é que nos damos tão bem. Adiante. Íamos de carro, e passámos a uma casa que não tinha portão. Nem sei se já tem agora. Então antes que a gente passasse lá de gás eu disse-lhe: estaciona aí dentro. E ele: de quem é a casa? E eu respondo: sei lá mano. Siga masé. E ele estacionou mesmo lá dentro. Até aqui tudo bem.
Eram prai umas dez e meia da noite e ele não tem mai nada: desliga o carro e eu pergunto: que é que tás a fazer? E o Roberto na sua máxima tranquilidade responde: vou fumar aqui um cigarro.
Aceito apostas sobre se fumou ou não. Bambora. O tempo tá-se a acabar. E acabou. Não fumou porque eu disse pa arrancarmos dali antes que levássemos no focinho. Poi não. Elas não dói mas aleijam.
Imaginem agora vocês tarem na vossa casa e ouvirem um carro a trabalhar dentro do vosso recinto. Não é alto estrilho? Melhor que isso só mesmo se estacionarem dentro da casa de alguém. Que foi o que nós fizemos. Campeões Mundiais na arte de armar merda e desafiar as leis.
Mas o Roberto não teve culpa. Culpa teve quem lhe disse pa estacionar lá. Foda-se lá pó burro.
Por hoje tá feito. Dezembro está a passar muito depressa. Deve ser por tar de férias.
Vou andando então, ok? Vejam lá onde é que entram. Quem avisa vosso amigo é.
Xauzinho.
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