Aviso: o texto que se segue pode ferir susceptibilidades. Se não está preparado, deixe-se de merdas e passe ao texto seguinte.
Meus meliantes! Tá tudo bem convosco ou quê?
Hoje vamos recuar no tempo. Quer dizer, vou recuar no tempo. Quase sempre como de costume. Vamos a isso, portanto. Sem mais demoras.
Andava eu numa das minhas dezenas de incursões pelo facebook esta manhã, quando me apareceu no feed uma notícia partilhada pelo jornal OJOGO a recordar que o FC Porto se despediu do Estádio das Antas há precisamente treze anos. Quase que me ferrei.
Logo eu que sou tão bom em datas e já nem me lembrava dessa. Depois lembrei-me que o Fehér morreu no dia seguinte. Ou seja, faz amanhã treze anos que partiu.
Voltando às Antas. Recordo-me na perfeição do último jogo que lá fizemos. Ganhámos 2 a 0 ao Estrela da Amadora. Dois golos do Benny. Benny McCarthy, ladies and gentlemans. Chovia imenso.
Fui lá umas poucas de vezes. A primeira contra o Famalicão pa Taça. A segunda contra o Torreense, pa Taça. E foi mesmo Taça. Essa foi traumatizante. Sabem porquê? Eu era chavalo e depois dessa derrota, quando soube que o Torreense é de Torres Vedras, logo é de Lisboa, é pá, esqueçam! Ódio eterno aos mouros. Cabernosos. Mas depois o Gondomar passado uns anos foi lá baixo vingar esta merda. E mais uns anos depois foi a vez do Atlético vir cá vingar-se novamente. Mas avancemos que já tou a ficar zonzo.
E a última vez que fui às Antas, se não me falha a memória, foi para tirar uma foto com a Taça UEFA. Sabem o que é, não portistas? É um troféu internacional que já sacamos duas vezes. Mais que os milhares de clubes portugueses todos juntos. Mas não se zanguem, vá.
Ainda me lembro que foi durante a semana, à quarta-feira penso, e estavam lá as faixas dos Super Dragões todas colocadas. Até pisei a relva e tudo. Melhor! Até espreitei pelo túnel que dava acesso prós balneários e aquilo foi uma autêntica vitória pra mim. Ó se foi...
Enfim, tenho saudades das Antas. O passar ali na VCI e esticar-me lá do alto do meu 1,30 de altura pra ver o máximo que conseguisse do estádio... genial. Saudoso. Incrível. Pra história.
Cadeiras com um azul vivo, um azul aguerrido. Estádio em forma de curvatura. Mística incrível e indescritível. Foi lá que cumpri o meu maior sonho: ver o FCP a jogar ao vivo. E, depois, outro grande sonho realizado: ver o meu ídolo, Mário Jardel, jogar. E marcar. Jogar pouco e marcar muito(s).
Já diz o ditado: longe da vista, perto do coração. Com esta me despeço.
Ganda abraço meu povo!
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