Ni hao seus pandeleiros. Como estais?
Há por aí algum de vós que saiba falar mandarim? Não? Que fraquinhos, fds. Eu também não sei. Mas eu sou da capital do Mundo! Aqui só devemos saber falar uma língua. Mas há alguns que nem isso.
Bom, então e expressões chinocas também não sabem nenhuma? Eu também nã... sei, sei! Ni hao. Parece que quer dizer olá, ou é dito como forma de cumprimentar o povo.
Eu sou fã dum programa que dá na SportTv, esse canal pa ricos como dizem os pobres, que dá pelo nome de Bar SportTv. Basicamente vão lá dois gajos da bola contar histórias.
Como sou fã vejo todas as semanas. Sempre com alta coladela naquilo. Fácil. Não há menino na hora do Bar. Aqui em casa e noutros bares também. Os dois últimos foram com o Toni e o Simões, essas duas lendas-vivas do Carnide. Perdão, do clube da Farmácia Franco. Dizem que se chama Benfica ou lá que é.
O ganda Toni, e isto é fora de tangas, porque até simpatizo com o homem, fala sempre a verdade e o caralho, gajo porreiro, já teve na China, sabiam? Aposto que não. Bruxo.
Claro que ele ao início teve que aprender umas tangas em mandarim pa meter os gajos a jogar em condições ou então a tentarem jogar só. E uma das primeiras coisas que aprendeu foi essa do ni hao. Que difícil Toni! Até os meus gatos dizem nihao. Se não dizem é parecido.
O homem lembrou-se de ensinar essa à mulher, que estava pa lá ir tamém, então ela pa treinar viu um chinoca em Lisboa, virou-se pa ele e disse: ni hao. E o gajo respondeu: sabe, eu moro ali em Odivelas...
Qui caralho. Com tanto turista que anda praí foi logo falar pa um que tá cá vitalício e a receber guita lá da muralha. E não será tão pouca quanto isso. E não paga impostos como tu pagas. Eu não pago porque não desconto. E com jeitinho nem português sou. Nunca fiando.
Era só isto. Não me perguntem se ela foi pa China dizer ni hao e que alguém lhe respondeu em português. Nunca lá fui também. Mas também não quero ir. Arroz todos dias. A mim não.
Conto convosco amanhã no sítio do costume.
Ni hao aí pa casa!
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Estaciona aí
Ganda malta! Tão firmes e hirtos? Pintaram alguma coisa ou nem por isso?
Hoje passei por um sítio que sempre que lá passo lembro-me de alta cena que lá aconteceu. E a culpa foi minha. Por isso é que me lembro muito bem. E rio-me sempre.
Acho que já vos falei do Roberto. Ganda maluco. Por isso é que nos damos tão bem. Adiante. Íamos de carro, e passámos a uma casa que não tinha portão. Nem sei se já tem agora. Então antes que a gente passasse lá de gás eu disse-lhe: estaciona aí dentro. E ele: de quem é a casa? E eu respondo: sei lá mano. Siga masé. E ele estacionou mesmo lá dentro. Até aqui tudo bem.
Eram prai umas dez e meia da noite e ele não tem mai nada: desliga o carro e eu pergunto: que é que tás a fazer? E o Roberto na sua máxima tranquilidade responde: vou fumar aqui um cigarro.
Aceito apostas sobre se fumou ou não. Bambora. O tempo tá-se a acabar. E acabou. Não fumou porque eu disse pa arrancarmos dali antes que levássemos no focinho. Poi não. Elas não dói mas aleijam.
Imaginem agora vocês tarem na vossa casa e ouvirem um carro a trabalhar dentro do vosso recinto. Não é alto estrilho? Melhor que isso só mesmo se estacionarem dentro da casa de alguém. Que foi o que nós fizemos. Campeões Mundiais na arte de armar merda e desafiar as leis.
Mas o Roberto não teve culpa. Culpa teve quem lhe disse pa estacionar lá. Foda-se lá pó burro.
Por hoje tá feito. Dezembro está a passar muito depressa. Deve ser por tar de férias.
Vou andando então, ok? Vejam lá onde é que entram. Quem avisa vosso amigo é.
Xauzinho.
Hoje passei por um sítio que sempre que lá passo lembro-me de alta cena que lá aconteceu. E a culpa foi minha. Por isso é que me lembro muito bem. E rio-me sempre.
Acho que já vos falei do Roberto. Ganda maluco. Por isso é que nos damos tão bem. Adiante. Íamos de carro, e passámos a uma casa que não tinha portão. Nem sei se já tem agora. Então antes que a gente passasse lá de gás eu disse-lhe: estaciona aí dentro. E ele: de quem é a casa? E eu respondo: sei lá mano. Siga masé. E ele estacionou mesmo lá dentro. Até aqui tudo bem.
Eram prai umas dez e meia da noite e ele não tem mai nada: desliga o carro e eu pergunto: que é que tás a fazer? E o Roberto na sua máxima tranquilidade responde: vou fumar aqui um cigarro.
Aceito apostas sobre se fumou ou não. Bambora. O tempo tá-se a acabar. E acabou. Não fumou porque eu disse pa arrancarmos dali antes que levássemos no focinho. Poi não. Elas não dói mas aleijam.
Imaginem agora vocês tarem na vossa casa e ouvirem um carro a trabalhar dentro do vosso recinto. Não é alto estrilho? Melhor que isso só mesmo se estacionarem dentro da casa de alguém. Que foi o que nós fizemos. Campeões Mundiais na arte de armar merda e desafiar as leis.
Mas o Roberto não teve culpa. Culpa teve quem lhe disse pa estacionar lá. Foda-se lá pó burro.
Por hoje tá feito. Dezembro está a passar muito depressa. Deve ser por tar de férias.
Vou andando então, ok? Vejam lá onde é que entram. Quem avisa vosso amigo é.
Xauzinho.
domingo, 18 de dezembro de 2016
Bora caralho
Maltinha!!! Hoje estou muita bem-disposto! E vocês, também? Caguem, ninguém quer saber.
O que tenho para vos contar hoje envolve uma simples expressão: bora caralho! Nada de mais. Ou então, tudo de mais. A começar pelo palavrão. Mas já sabem como sou. Quando me enervo é assim.
E de onde é que saiu esta expressão, estão vocês a perguntarem-se insistentemente. Têm razão. Saiu da minha cabeça. Como de costume, não é?
Um gajo ao domingo vai sempre à bola, tão a ver? Vamos a todo o lado atrás do nosso clube. Claro que não posso revelar qual é o clube. Votem Gafetense nisso. Ou Limianos. Bom, continuemos. Vimos embora e tal, e vamos sempre pó café encanar umas jolas. Mas hoje o percurso foi diferente. Tivemos que ir a buscar a mulher dele e o puto e não sei quê, e lá fomos. Chegamos lá, ele pára no sítio onde eles tavam, eu apito e mando um berro a dizer "Bora caralho!". E ele riu-se bastante. Foi então que eu pensei: hum, curioso. Se este curtiu, esta merda deve resultar.
Bazamos de lá, fomos até casa dele e ele teve que pôr o seu bólide na gargem. Acontece que o gajo lembrou-se de ir viver pra um prédio onde existe uma zona comercial. E como estamos em época de Natal, adivinhem lá, tava lá mais gente que em Shanghai. Fds.
Então eu tive a ideia de lhe dizer que ia mandar um berro quando abrisse a porta pa sairmos. No meio das lojas. E ele ok. Começamos a descer as escadas em direção à porta da saída, olho pa trás, e vejo-o a ir pa garagem outra vez. E eu: qué que vais fazer? E diz ele: vou-me esconder...
Nisto ele volta a vir atrás de mim e eu abro a porta de repente e berro "bora caralho!". E tava um gajo mesmo à frente da porta. Claro que olhou pa trás e se arrumou. Ai não. E o meu amigo a rir-se. E duzentas pessoas a olharem pra nós assustadas e admiradas. Duzentas não. Quatro ou cinco, vá.
Depois encaixamos no café e pronto. Cerveja pa todos de borla. Só pa dizer que o nosso clube empatou 4-0 e apanhou o até aqui líder. Uma equipa ali da serra. Este ano temos que subir... bora caralho!!!
Adeus e xau.
O que tenho para vos contar hoje envolve uma simples expressão: bora caralho! Nada de mais. Ou então, tudo de mais. A começar pelo palavrão. Mas já sabem como sou. Quando me enervo é assim.
E de onde é que saiu esta expressão, estão vocês a perguntarem-se insistentemente. Têm razão. Saiu da minha cabeça. Como de costume, não é?
Um gajo ao domingo vai sempre à bola, tão a ver? Vamos a todo o lado atrás do nosso clube. Claro que não posso revelar qual é o clube. Votem Gafetense nisso. Ou Limianos. Bom, continuemos. Vimos embora e tal, e vamos sempre pó café encanar umas jolas. Mas hoje o percurso foi diferente. Tivemos que ir a buscar a mulher dele e o puto e não sei quê, e lá fomos. Chegamos lá, ele pára no sítio onde eles tavam, eu apito e mando um berro a dizer "Bora caralho!". E ele riu-se bastante. Foi então que eu pensei: hum, curioso. Se este curtiu, esta merda deve resultar.
Bazamos de lá, fomos até casa dele e ele teve que pôr o seu bólide na gargem. Acontece que o gajo lembrou-se de ir viver pra um prédio onde existe uma zona comercial. E como estamos em época de Natal, adivinhem lá, tava lá mais gente que em Shanghai. Fds.
Então eu tive a ideia de lhe dizer que ia mandar um berro quando abrisse a porta pa sairmos. No meio das lojas. E ele ok. Começamos a descer as escadas em direção à porta da saída, olho pa trás, e vejo-o a ir pa garagem outra vez. E eu: qué que vais fazer? E diz ele: vou-me esconder...
Nisto ele volta a vir atrás de mim e eu abro a porta de repente e berro "bora caralho!". E tava um gajo mesmo à frente da porta. Claro que olhou pa trás e se arrumou. Ai não. E o meu amigo a rir-se. E duzentas pessoas a olharem pra nós assustadas e admiradas. Duzentas não. Quatro ou cinco, vá.
Depois encaixamos no café e pronto. Cerveja pa todos de borla. Só pa dizer que o nosso clube empatou 4-0 e apanhou o até aqui líder. Uma equipa ali da serra. Este ano temos que subir... bora caralho!!!
Adeus e xau.
domingo, 4 de dezembro de 2016
Alergias
Ora boas, seus alérgicos.
Desculpem a pergunta, mas são alérgicos a alguma coisa? É que eu assumi isso sem vos perguntar. Nunca se sabe se não são alérgicos ao Keyser. Era o que havia de faltar...
Hoje até tou porreiro, mas ontem, foda-se... fui pó hospital as onze e tal da noite, todo manchado e cheio de comichão. Ao primeiro ainda pensei que tivesse sido pelo golo do Rui Pedro. Mas afinal não. Quê, vão dizer que aquele golo não foi top? Foi mais que top. O puto tem tomates. Ó se tem. Vá, siga masé com a conversa que não foi pa falar de gajos que cá vim. Ou melhor, até foi. Mas o gajo sou eu.
Então, como eu tava a dizer, fui pó hospital com uma alergia que nem os gajos de lá sabem ao quê. Engraçados os médicos, não são? A espera nem durou muito, fui observado e depois siga pá sala de medicação, ou lá o que é. Sem querer encontrei lá um primo da minha avó. É verdade.
Mais uns dez minutos a ressacar colado na RTP1 e vem de lá a enfermeira chama o meu nome. Sou eu e tal, anda cá. Lá veio ela de injeção em punho e eu logo: quê, já me vai dar uma injeção? E ela na máxima tranquilidade responde: naaa, primeiro vamos-lhe tirar sangue. Ainda não percebi foi para quê, porque não me comunicaram resultados nenhuns.
Depois deu-me a injeção e tal e eu comecei a flipar e ia tombar, mas ainda fui a tempo de levantar a mão como se tivesse a pedir mais bebida, e dizer que tava a bater mal. Deitaram-me lá numa cena qualquer e fiquei ali até voltar a tar fixolas.
Passado umas duas horas comecei a pressionar pa bazar né, e vem o médico "então vamos lá ao consultório e tal, já se quer ir embora?" e eu era pa dizer "não, acha. tou bem aqui..." mas não disse porque sou um gajo sério e tava a ver os gostos na foto que tinha posto no Insta.
Receitou-me a medicação e mandou-me embora. O gajo ainda me disse que era capaz de ter sido do golo do Porto. Rais te foda Paulo Jorge. Acho que se chamava assim. Mas era bom gajo.
Vamos lá ver como isto corre. Agora ando carregado de medicamentos. Se calhar a minha avó não toma tantos.
E posto isto, vou fechar o tasco, que tenho um jantar. Siga atacar a francesinha.
Portem-se bem e nada de alergias, ok?
Desculpem a pergunta, mas são alérgicos a alguma coisa? É que eu assumi isso sem vos perguntar. Nunca se sabe se não são alérgicos ao Keyser. Era o que havia de faltar...
Hoje até tou porreiro, mas ontem, foda-se... fui pó hospital as onze e tal da noite, todo manchado e cheio de comichão. Ao primeiro ainda pensei que tivesse sido pelo golo do Rui Pedro. Mas afinal não. Quê, vão dizer que aquele golo não foi top? Foi mais que top. O puto tem tomates. Ó se tem. Vá, siga masé com a conversa que não foi pa falar de gajos que cá vim. Ou melhor, até foi. Mas o gajo sou eu.
Então, como eu tava a dizer, fui pó hospital com uma alergia que nem os gajos de lá sabem ao quê. Engraçados os médicos, não são? A espera nem durou muito, fui observado e depois siga pá sala de medicação, ou lá o que é. Sem querer encontrei lá um primo da minha avó. É verdade.
Mais uns dez minutos a ressacar colado na RTP1 e vem de lá a enfermeira chama o meu nome. Sou eu e tal, anda cá. Lá veio ela de injeção em punho e eu logo: quê, já me vai dar uma injeção? E ela na máxima tranquilidade responde: naaa, primeiro vamos-lhe tirar sangue. Ainda não percebi foi para quê, porque não me comunicaram resultados nenhuns.
Depois deu-me a injeção e tal e eu comecei a flipar e ia tombar, mas ainda fui a tempo de levantar a mão como se tivesse a pedir mais bebida, e dizer que tava a bater mal. Deitaram-me lá numa cena qualquer e fiquei ali até voltar a tar fixolas.
Passado umas duas horas comecei a pressionar pa bazar né, e vem o médico "então vamos lá ao consultório e tal, já se quer ir embora?" e eu era pa dizer "não, acha. tou bem aqui..." mas não disse porque sou um gajo sério e tava a ver os gostos na foto que tinha posto no Insta.
Receitou-me a medicação e mandou-me embora. O gajo ainda me disse que era capaz de ter sido do golo do Porto. Rais te foda Paulo Jorge. Acho que se chamava assim. Mas era bom gajo.
Vamos lá ver como isto corre. Agora ando carregado de medicamentos. Se calhar a minha avó não toma tantos.
E posto isto, vou fechar o tasco, que tenho um jantar. Siga atacar a francesinha.
Portem-se bem e nada de alergias, ok?
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Chapecoense
Boas meus amigos e seguidores.
Hoje é um dia triste pela tragédia que vitimou tanta gente na Colômbia. Nem é pelo facto de ser uma equipa de futebol. É pela história que aquele grupo de meninos e homens vinha fazendo.
Seria, com certeza, o momento mais alto da história da Chapecoense. Não mereciam este desfecho. Nem eles, nem ninguém, como é lógico.
Quando li a primeira notícia as oito e pouco depois de acordar, fiquei sem reação. É simplesmente uma sensação horrível. Sabermos que um avião se despenha com tanta a gente a bordo e, supostamente, ainda por cima devido a falha humana. Não pode acontecer! Não pode...
É nestas alturas que a maioria das pessoas devia parar para pensar e refletir que, se calhar, não vale a pena andarem com tantas merdinhas, sempre a quererem ser superiores, e a terem atitudes altamente reprováveis. De repente, tudo se acaba...
A Chape ia disputar uma final de uma competição sul-americana. Aquele que ia ser o seu adversário, o Atlético Nacional, já terá dito que quer que a CONMEBOL entregue a taça à Chape. Quando li isso, vieram-me as lágrimas aos olhos. Grande gesto... No meio de uma tragédia destas, é muito bom vermos que ainda existem pessoas sensíveis que não pensam apenas nelas e nos seus possíveis benefícios.
Serão 71 pessoas mortas e apenas seis sobreviventes: dois funcionários do avião, um jornalista e três jogadores da Chape. Na Chape joga Marcelo Boeck, ex-Sporting, e quando soube disso - admito que não fazia ideia -, pensei logo nele e na maneira como vivia os jogos do Sporting, mesmo estando sentado no banco de suplentes. Felizmente, não foi convocado por opção e não viajou.
Enfim, amigos. Hoje, da minha parte, não é dia para tangas e brincadeiras.
Fiquem bem e vivam um dia de cada vez.
Hoje é um dia triste pela tragédia que vitimou tanta gente na Colômbia. Nem é pelo facto de ser uma equipa de futebol. É pela história que aquele grupo de meninos e homens vinha fazendo.
Seria, com certeza, o momento mais alto da história da Chapecoense. Não mereciam este desfecho. Nem eles, nem ninguém, como é lógico.
Quando li a primeira notícia as oito e pouco depois de acordar, fiquei sem reação. É simplesmente uma sensação horrível. Sabermos que um avião se despenha com tanta a gente a bordo e, supostamente, ainda por cima devido a falha humana. Não pode acontecer! Não pode...
É nestas alturas que a maioria das pessoas devia parar para pensar e refletir que, se calhar, não vale a pena andarem com tantas merdinhas, sempre a quererem ser superiores, e a terem atitudes altamente reprováveis. De repente, tudo se acaba...
A Chape ia disputar uma final de uma competição sul-americana. Aquele que ia ser o seu adversário, o Atlético Nacional, já terá dito que quer que a CONMEBOL entregue a taça à Chape. Quando li isso, vieram-me as lágrimas aos olhos. Grande gesto... No meio de uma tragédia destas, é muito bom vermos que ainda existem pessoas sensíveis que não pensam apenas nelas e nos seus possíveis benefícios.
Serão 71 pessoas mortas e apenas seis sobreviventes: dois funcionários do avião, um jornalista e três jogadores da Chape. Na Chape joga Marcelo Boeck, ex-Sporting, e quando soube disso - admito que não fazia ideia -, pensei logo nele e na maneira como vivia os jogos do Sporting, mesmo estando sentado no banco de suplentes. Felizmente, não foi convocado por opção e não viajou.
Enfim, amigos. Hoje, da minha parte, não é dia para tangas e brincadeiras.
Fiquem bem e vivam um dia de cada vez.
sábado, 19 de novembro de 2016
Fakir
Como estamos hoje, povo?
Eu mesmo não estou assim grande pistola. O FC Porto saltou fora da Taça com aquela Capelada e ainda ando fodido. Com uma azia, dassssssssss. Aquele Capela não é ladrão. É ladrão a multiplicar por todos os humanos à face da Terra. Cabernoso do caralho.
Então, às onze e meia da noite de ontem, depois daqueles penaltis manhosos serem batidos e o Porto ter sido arrumado, decidi ir até ao café pra desanuviar um bocado.
Um gajo tava lá bem e tal, a mamar algumas Carlsberg's à pala e essas cenas, e a coisa estava a rolar, até que chegou lá uma das muitas figuras que temos cá na capital do Mundo.
O homem é porreiro quando está mais ou menos sóbrio. Depois começa a mamar mais algumas Super Bock's e a coisa descamba. Vai buscar coisas que, simplesmente, nunca aconteceram.
Uma, é que começa aos berros a dizer que mata toda a gente, que tem não sei quantas G3's em casa, béu béu béu. Mas o povo como já sabe o que a casa gasta, olha pra ele e ri-se. Eu cá rio-me, mas olho pró lado. O gajo é tolo, ainda me estoura um dia destes.
A segunda é que quando andava na tropa, era o melhor sniper do exército tuga. Foi não sei pra onde, a mais não sei quem, e mandava tiros a não sei quantos kilómetros de distância. Pois sim. Mais uma vez, já sabemos que é tudo pancas e toda a gente ignora. E ri-se. Ri-se muito. Muito mesmo.
Terceira, o ganda Alberto auto-intitula-se de "Fakir". Não me perguntem onde foi buscar essa alcunha. E diz sempre: já ouviste falar no Fakir da capital do Mundo? Já, Alberto. És tu. E ele abana a cabeça pra cima e pra baixo e diz: ah pois. Tem cuidado comigo. Tenho, Alberto. Sempre.
E depois o tasco fechou, viemos todos embora, eu ainda fiquei no paleio mais à frente, e ele passa por mim e pede-me pra o ir levar a uma barraca que está aberta prai um kilómetro aqui à frente. Azar o dele é que não conduzo. Mas ele queria-me pagar. Só se fosse pra ir a pé com ele. Mas pra tolo já basto eu.
Vou à minha vida, Fakir's. Aquela continuação top pra vocês, ok? Ok.
Eu mesmo não estou assim grande pistola. O FC Porto saltou fora da Taça com aquela Capelada e ainda ando fodido. Com uma azia, dassssssssss. Aquele Capela não é ladrão. É ladrão a multiplicar por todos os humanos à face da Terra. Cabernoso do caralho.
Então, às onze e meia da noite de ontem, depois daqueles penaltis manhosos serem batidos e o Porto ter sido arrumado, decidi ir até ao café pra desanuviar um bocado.
Um gajo tava lá bem e tal, a mamar algumas Carlsberg's à pala e essas cenas, e a coisa estava a rolar, até que chegou lá uma das muitas figuras que temos cá na capital do Mundo.
O homem é porreiro quando está mais ou menos sóbrio. Depois começa a mamar mais algumas Super Bock's e a coisa descamba. Vai buscar coisas que, simplesmente, nunca aconteceram.
Uma, é que começa aos berros a dizer que mata toda a gente, que tem não sei quantas G3's em casa, béu béu béu. Mas o povo como já sabe o que a casa gasta, olha pra ele e ri-se. Eu cá rio-me, mas olho pró lado. O gajo é tolo, ainda me estoura um dia destes.
A segunda é que quando andava na tropa, era o melhor sniper do exército tuga. Foi não sei pra onde, a mais não sei quem, e mandava tiros a não sei quantos kilómetros de distância. Pois sim. Mais uma vez, já sabemos que é tudo pancas e toda a gente ignora. E ri-se. Ri-se muito. Muito mesmo.
Terceira, o ganda Alberto auto-intitula-se de "Fakir". Não me perguntem onde foi buscar essa alcunha. E diz sempre: já ouviste falar no Fakir da capital do Mundo? Já, Alberto. És tu. E ele abana a cabeça pra cima e pra baixo e diz: ah pois. Tem cuidado comigo. Tenho, Alberto. Sempre.
E depois o tasco fechou, viemos todos embora, eu ainda fiquei no paleio mais à frente, e ele passa por mim e pede-me pra o ir levar a uma barraca que está aberta prai um kilómetro aqui à frente. Azar o dele é que não conduzo. Mas ele queria-me pagar. Só se fosse pra ir a pé com ele. Mas pra tolo já basto eu.
Vou à minha vida, Fakir's. Aquela continuação top pra vocês, ok? Ok.
sábado, 12 de novembro de 2016
Terras de Portugal: Faial
Saúdo-vos, desde já, pela vossa presença aqui neste fantástico espaço no mundo da internet.
É dia de regressar as Terras de Portugal e, imaginem só, metemo-nos num avião e vamos até aos Açores, falar sobre a ilha do Faial.
Curiosamente, andei enganado toda a vida: pensava eu que Faial era com y - ípsilon. Mas afinal não, diz o Google. Sim, antes de escrever fui confirmar.
Portanto, pra começar, acho que era hora de um gajo visitar as ilhas. Por acaso, aqui este menino nunca visitou as ilhas lusitanas. Porquê? Falta de oportunidade, falta de ajuda e, principalmente, falta de dinheiro. Mas também não são destinos que me suscitem grande interesse.
Faial, antes de mais, faz-me lembrar o cão daquela tanga que dava na SIC. Uma Aventura, acho eu. Era o Faial e o Caracol. Recordam-se disso? Era cada peta, Deus me livre.
Só sei que a ilha do Faial é uma das dez que compõem o arquipélago dos Açores. E que lá é uma hora a menos do que aqui na capital do Mundo e no resto de Portugal continental, incluindo a Madeira. Não é ser mauzinho, mas vocês são uns atrasados do caralho. Na hora, atenção. Não se ofendam.
A minha pesquisa intensiva no Google diz-me também que o Faial e o Pico estão separados por um estreito braço de mar. Entendo eu isto como uma curta distância. Mas isto sou só eu a dizer.
Na ilha do Faial há o Fayal Sport Clube. Esse grande clube de futebol que ainda andou na antiga III Divisão Nacional uns anitos. E vai daí eu conhecê-los. Mas não deixa de ser parvo que a ilha se escreva de uma maneira e o clube de outra. Só tolos.
Posto isto, toca a marcar viagem pó Faial seus malandros. Se puderem, metam-me na mala pra eu ir de borla. A pagar não gosto. Enfim, manias de gente estranha, não é verdade? Se forem e não me levarem, depois deixem-me um relatório detalhado aí na caixa de comentários.
Abraço e boa viagem.
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Tupcan Shakur
Olá, boa tarde. Venho por este meio dar-vos a conhecer o Tupcan Shakur. Esse monstro consagrado autor de frases para o facebook. Ou se calhar não.
Mas aonde é que o gajo foi buscar esta? Perguntam vocês. E perguntam bem. Ao facebook, claro está. Que pergunta retórica, malta. Esperava mais.
Quantos de vocês que tão a ler isto, já não colocaram frases manhosas sacadas do google no face? Ufff, parece que já vos tou a imaginar a abanar a cabeça em sinal de concordância. Ou na melhor das hipóteses, algumas abanam as mamas. Que belas imagens tão a aparecer na minha cabeça...
Hoje mandei um pedido de amizade para uma sócia que nem é má mas também não é aquela coisa. É mais ou menos. Tem umas boas mamas, e um bom corpo. Podia era ser mais bonita. Mas também não é feia. Enfim, dava-se o jeito. Se ela quisesse, eu também queria. Eu quero, e se calhar ela não quer.
Ela aceitou o pedido e tal, e eu claro, siga logo ver as fotos. Gostei, não é? Mas deparei-me lá com uma cena estúpida pa caralho. A frase é aquela do "A realidade é errada. Sonhos são reais" e está assinada como sendo do Tupcan Shakur. What a well? Quem é esse sócio? Pensei eu.
Mas depois cheguei lá. Porque Shakur só conheço um e é o grande Tupac. Vai daí Tupac e Tupcan, cheguei logo lá. Isso mêmo. A gaja meteu Tupcan em vez de Tupac. Que sorna.
Até tive pa fazer um coment lá, do género: Obrigado por aceitares. Também sou ganda fã do Tupcan Shakur. Acho que escreve comó caralho esse gajo. Beijos :) Mas depois pensei melhor e continuei a ver as outras fotos que sempre tem coisas melhores pa ver do que frases.
E pronto amigos, é esta a história de hoje. Tão bonzinhos ou não querem dizer? Não digam que também não quero saber.
Vou à minha vida ouvir uns sons do Tupcan Shakur. Vai na volta é irmão do Tupac e ninguém sabe. Aí é que está a cena.
Bazei.
Bazei.
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
A carta
Olá parceiros e parceiras. Estão bons ou não querem dizer?
Hoje trago-vos uma história muita bacana acerca de cartas de condução e malta que tem umas saídas à patrão, tipo eu, tão a ver?
Então é o seguinte: houve uma vez um mano que ficou sem carta de condução, não me perguntem é porquê que eu não faço ideia. Mas como ele é um gajo sem medo, continuou a conduzir mesmo proibido de o fazer. Também não sei pra que é que proíbem gajos de conduzir. Mais valia proibirem-nos de tirar a carta logo de raiz.
O gajo continuou a conduzir e tal e não sei quê mais, e passado umas semanas a moina voltou a mandá-lo parar. Começaram com aquelas tangas habituais, os documentos do carro pra qui, e ele deu os documentos do carro. Depois os documentos pessoais pra acolá, e ele entregou apenas o mítico CC. Não é Carlos Costa, nem Carlos Cruz, ou whatever. É mesmo cartão de cidadão.
Estejam atentos que agora vem a melhor parte. O moina olha pó cartão e pergunta-lhe: então e a sua carta? E o mano responde: não me diga que já a perderam?!
Isto mesmo. Eheheh. Vão dizer que não foi top? Foi sim senhor. Pena não ter sido eu a fazê-lo. Mas dou valor ao gajo na mêma. Não duvidem disso.
Por isso, já sabem: não entreguem a carta a ninguém, muito menos à polícia. É que depois nem eles sabem dela.
Fiquem finos, seus marmanjos e marmanjas. Cuidado com a condução.
Xau aí.
Hoje trago-vos uma história muita bacana acerca de cartas de condução e malta que tem umas saídas à patrão, tipo eu, tão a ver?
Então é o seguinte: houve uma vez um mano que ficou sem carta de condução, não me perguntem é porquê que eu não faço ideia. Mas como ele é um gajo sem medo, continuou a conduzir mesmo proibido de o fazer. Também não sei pra que é que proíbem gajos de conduzir. Mais valia proibirem-nos de tirar a carta logo de raiz.
O gajo continuou a conduzir e tal e não sei quê mais, e passado umas semanas a moina voltou a mandá-lo parar. Começaram com aquelas tangas habituais, os documentos do carro pra qui, e ele deu os documentos do carro. Depois os documentos pessoais pra acolá, e ele entregou apenas o mítico CC. Não é Carlos Costa, nem Carlos Cruz, ou whatever. É mesmo cartão de cidadão.
Estejam atentos que agora vem a melhor parte. O moina olha pó cartão e pergunta-lhe: então e a sua carta? E o mano responde: não me diga que já a perderam?!
Isto mesmo. Eheheh. Vão dizer que não foi top? Foi sim senhor. Pena não ter sido eu a fazê-lo. Mas dou valor ao gajo na mêma. Não duvidem disso.
Por isso, já sabem: não entreguem a carta a ninguém, muito menos à polícia. É que depois nem eles sabem dela.
Fiquem finos, seus marmanjos e marmanjas. Cuidado com a condução.
Xau aí.
domingo, 23 de outubro de 2016
Terras de Portugal: Ermesinde
Então pessoal, o que é que vos traz por cá hoje?
Não sei porque razão abriram o blogue, mas estão com sorte: hoje é dia do Terras de Portugal. Já tinham saudades não já? Soube que andam por aí a gabar as minhas sugestões turísticas, e agradeço-vos imenso por isso.
Ermesinde. Já ouviram falar? Freguesia e cidade pertencente ao concelho de Valongo, tem o prazer de pertencer ao chamado "grande Porto". E tem estação de comboio, já agora.
Bom, mas o que realmente importa é a razão pela qual decidi elevar o nome de Ermesinde a este belo blogue. A verdade é que não há uma razão apenas. Há mais. Mas já lá vamos.
Pa começar, vocês lembram-se dos Gato Fedorento ao domingo à noite no canal um da RTP? Aposto que se lembram. Entre os quinze mil sketches que aquele bando de mouros e um lagarto fizeram, houve um em que disseram que as gajas mais boas de Portugal estavam sabem onde? Em Ermesinde... Desconheço a veracidade desta afirmação, mas se andar por aí alguma mulher de Ermesinde, que apite. Salvo seja.
Depois, sempre ouvi falar que em Ermesinde é só gunada. E quando comecei a ir pros Super Dragões constatei isso mesmo. É cada mitra que pertence aos SD Ermesinde, jazu. Cuidado e alto.
Na verdade, a malta de Ermesinde é conhecida por ser malta com garra e raçuda. Por acaso, já lá fui aqui há uns bons anos atrás. Ao mítico Estádio dos Sonhos. Que serve de casa ao Ermesinde Sport Clube, cujo emblema parece a Audi, só que com mais bolinhas. Vão lá ver ao Google. Mas simpatizo com o Zinde. Tem uma claque de gente brava e raçuda. Os Ultras Ermesinde.
Caso visitem Ermesinde, contactem-me. Quero ir também. Já faz tempo que não meto lá os pés, e gostava de lá voltar. De preferência a um domingo pa voltar a ver o Zinde a jogar ao vivo e a cores. E ouvir aquele cântico fantástico: Ermesinde, ó Ermesinde... e o resto esqueçam que eu também já esqueci.
Vamos Ermesinde!
Não sei porque razão abriram o blogue, mas estão com sorte: hoje é dia do Terras de Portugal. Já tinham saudades não já? Soube que andam por aí a gabar as minhas sugestões turísticas, e agradeço-vos imenso por isso.
Ermesinde. Já ouviram falar? Freguesia e cidade pertencente ao concelho de Valongo, tem o prazer de pertencer ao chamado "grande Porto". E tem estação de comboio, já agora.
Bom, mas o que realmente importa é a razão pela qual decidi elevar o nome de Ermesinde a este belo blogue. A verdade é que não há uma razão apenas. Há mais. Mas já lá vamos.
Pa começar, vocês lembram-se dos Gato Fedorento ao domingo à noite no canal um da RTP? Aposto que se lembram. Entre os quinze mil sketches que aquele bando de mouros e um lagarto fizeram, houve um em que disseram que as gajas mais boas de Portugal estavam sabem onde? Em Ermesinde... Desconheço a veracidade desta afirmação, mas se andar por aí alguma mulher de Ermesinde, que apite. Salvo seja.
Depois, sempre ouvi falar que em Ermesinde é só gunada. E quando comecei a ir pros Super Dragões constatei isso mesmo. É cada mitra que pertence aos SD Ermesinde, jazu. Cuidado e alto.
Na verdade, a malta de Ermesinde é conhecida por ser malta com garra e raçuda. Por acaso, já lá fui aqui há uns bons anos atrás. Ao mítico Estádio dos Sonhos. Que serve de casa ao Ermesinde Sport Clube, cujo emblema parece a Audi, só que com mais bolinhas. Vão lá ver ao Google. Mas simpatizo com o Zinde. Tem uma claque de gente brava e raçuda. Os Ultras Ermesinde.
Caso visitem Ermesinde, contactem-me. Quero ir também. Já faz tempo que não meto lá os pés, e gostava de lá voltar. De preferência a um domingo pa voltar a ver o Zinde a jogar ao vivo e a cores. E ouvir aquele cântico fantástico: Ermesinde, ó Ermesinde... e o resto esqueçam que eu também já esqueci.
Vamos Ermesinde!
sexta-feira, 17 de junho de 2016
Não papo grupos
Como é que é pessoal? Esses planos pó f-d-s tão prontos ou quê?
Essas novidades são muitas ou nem por isso? Vou-vos contar uma. Sabiam que o Quaresma vai deixar de jogar à bola pa ser figurante? É verdade. Cheguei hoje a essa conclusão. E porquê? Perguntam vocês. E perguntam bem, meus amigos. Perguntam muito bem...
Andavam prai uns zun-zuns de que o David Carreira (quem?) tinha feito uma nova música (???) e o Quaresma aparecia. Ó qui caralho. Pensei logo eu. Até fiquei com curiosidade. Mas caguei na cena e nem me tava a dar ao trabalho de ir ver.
Até que hoje tava a falar com uma sócia e ela falou-me nisso e quase pediu pa eu ir lá ao tubas ver o vídeo. E aparece o Quaresma a dar toques na bola. Ganda mitra. Num bairro qualquer e o caralho. Nada que ele não esteja habituado, não é? Mas à mitra na mesma. Fds, horrível.
Falar em horrível, a música (???) também é. Só aquela parte do Carreiras a cantar "o momento é agora yeah yeah"... Fds lá pó gajo. Quem é que no seu perfeito juízo vai chamar "não papo grupos" a uma música?! Música ou lá o que é aquilo, melhor dizendo. Eu não papo grupos dizia um gajo qualquer na Casa dos Segredos. Só por aí já vêm o nível e a relação do cantor. Correção: pseudo-cantor.
Um gajo tem que dizer que não papa grupos é quando fatura umas coroas no placard e o resto da malta não acredita em nós. Isso sim. Merdas do género: pensas que quê, filho? Não ando aqui a papar grupos. Ou então quando um gajo arma a puta em qualquer lado: quié caralho? não ando aqui a papar grupos! Arranca antes que te dê duas putas no focinho. Isto sim. É usar corretamente a expressão. Agora dar esse nome a uma música e ainda por cima pôr o Quaresma no vídeo... credo. É só tolos neste Mundo.
Conselho final: não ouçam a música porque, simplesmente, não vale a pena.
Ahhhh! Já me tava a esquecer: hoje tive alta médica, seus conas! Tou pronto pa luta! Preparem-se que não vão ter sossego agora! Não papo grupos!
E fui-me.
Essas novidades são muitas ou nem por isso? Vou-vos contar uma. Sabiam que o Quaresma vai deixar de jogar à bola pa ser figurante? É verdade. Cheguei hoje a essa conclusão. E porquê? Perguntam vocês. E perguntam bem, meus amigos. Perguntam muito bem...
Andavam prai uns zun-zuns de que o David Carreira (quem?) tinha feito uma nova música (???) e o Quaresma aparecia. Ó qui caralho. Pensei logo eu. Até fiquei com curiosidade. Mas caguei na cena e nem me tava a dar ao trabalho de ir ver.
Até que hoje tava a falar com uma sócia e ela falou-me nisso e quase pediu pa eu ir lá ao tubas ver o vídeo. E aparece o Quaresma a dar toques na bola. Ganda mitra. Num bairro qualquer e o caralho. Nada que ele não esteja habituado, não é? Mas à mitra na mesma. Fds, horrível.
Falar em horrível, a música (???) também é. Só aquela parte do Carreiras a cantar "o momento é agora yeah yeah"... Fds lá pó gajo. Quem é que no seu perfeito juízo vai chamar "não papo grupos" a uma música?! Música ou lá o que é aquilo, melhor dizendo. Eu não papo grupos dizia um gajo qualquer na Casa dos Segredos. Só por aí já vêm o nível e a relação do cantor. Correção: pseudo-cantor.
Um gajo tem que dizer que não papa grupos é quando fatura umas coroas no placard e o resto da malta não acredita em nós. Isso sim. Merdas do género: pensas que quê, filho? Não ando aqui a papar grupos. Ou então quando um gajo arma a puta em qualquer lado: quié caralho? não ando aqui a papar grupos! Arranca antes que te dê duas putas no focinho. Isto sim. É usar corretamente a expressão. Agora dar esse nome a uma música e ainda por cima pôr o Quaresma no vídeo... credo. É só tolos neste Mundo.
Conselho final: não ouçam a música porque, simplesmente, não vale a pena.
Ahhhh! Já me tava a esquecer: hoje tive alta médica, seus conas! Tou pronto pa luta! Preparem-se que não vão ter sossego agora! Não papo grupos!
E fui-me.
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Metatarso
Então camaradas, como está a ser este vosso feriado? Viva Salgueiro Maia. Digo isto todos os anos. Ganda chefão da revolução. Merecia mais respeito e mais "destaque".
Olhem, trago más notícias. Pelo menos pra mim. Então não é que fraturei o quinto metatarso do pé direito? Pra quem não sabe o que é isso, são uns ossinhos no pé, que fazem tipo a ligação do pé ao dedo. Acho eu. Já tinha ouvido falar no metatarso. É uma lesão que acontece a vários jogadores. Portanto, isso mesmo, tal e qual: se tenho a lesão, também sou jogador, ora ora...
Isto aconteceu na sexta-feira, quando eu tava a jogar ca malta como de costume, num sintético, e apoiei mal o pé esquerdo, escorreguei, o direito dobrou e senti qualquer merda. Mas caguei.
Sábado umas dores do caralho, ao menos o Porto ganhou na Académica. Mas por outro lado, é pena, porque a Académica vai tombar pa segunda. Adiante.
Ontem, dimanche, menos dores. Mas é pá, hoje era feriado e tal, vai na volta, e siga: tudo cá em casa foi até ao hospital ver o que se passava com o menino. E lá fui eu numa de chegar lá e me dizerem que não era nada. Pois sim.
Sala de observação, raio-x, opinião de especialistas. Esta foi a sequência do que lá passei. E dizem-me os gajos e a gaja, muito tranquilos às duas e tal da manhã: você tem uma fratura. Vai ter que engessar ou usar canadianas aproximadamente dois meses. E eu fiquei tolo a olhar pra eles.
Agora, olhem, ando a ver se arranjo umas canadianas. Vou ter que ir gastar dinheiro que me fodo. Dass. Vêm aí dois meses de pé ao alto, sem mexer. Não vai ser fácil. Tou com uma azia do caralho.
Pronto, malta. Espero que fiquem solidários comigo. Podem ficar tranquilos que vou continuar a destrocar aqui neste fantástico blog na mesma. Tranquilos mesmo. Eu estou aqui.
Entretanto, se alguém quiser uma fratura do quinto metatarso do pé direito, que avise. Faço desconto só por serem meus seguidores.
Fiquem bem seus melros.
segunda-feira, 18 de abril de 2016
Terras de Portugal: Joane
Olá amigos. E amigas, claro. Lógico.
Sabem que dia é hoje? É dia de mais um Terras de Portugal aqui neste blog soberbo, que lembra coisas que nem o Diabo se lembra. Mas não é aquele Diabo de Coimbrões, mouro de coração. Não. É mesmo o Diabo original. Siga.
Ora bem, como eu estou ao lado de uma pessoa inteligente e atenta, essa mesma pessoa, a minha colega de mesa, alertou-me para Joane, quando eu andava a pesquisar cenas. A rapariga, coitada, não conhece mais nada a não ser o fim do Mundo onde vive, depois fica admirada com alguns nomes. E sim, eu vou-lhe mandar isto pra ela ler. Calma...
Então, dizia eu, Joane. Conheço. Há vários anos. A vila de Joane pertence ao concelho de Famalicão. E adivinhem lá: não, nunca lá fui.
Então, dizia eu, Joane. Conheço. Há vários anos. A vila de Joane pertence ao concelho de Famalicão. E adivinhem lá: não, nunca lá fui.
Quando eu conheci esta terra também fiquei assim meio tolo. Seria Joane ou Joana? Fiquei na dúvida mas não perguntei nada a ninguém. Esperei pelo jornal da próxima semana e voltou a vir Joane. Xeque-mate. Não há enganos. É Joane e ponto final.
Dizia eu, e bem, que mais parece Joana. Imaginem que conhecem uma Joana de Joane. Cúmulo dos azares, das sortes ou das coincidências? É pá não sei, mas alguma há-de ser. És de onde, Joana? Sou de Joane. Vai masé gozar a tua prima. E perdiam uma boa chance de, quem sabe, fazer vida com a Joana de Joane.
Mais cenas. O que eu conheço de lá, por exemplo. Vocês já sabem o que conheço na maioria das terras: o clube de futebol, claro está. Joga de vermelho e branco, infelizmente. Desta vais gostar, Leonor. Aposto. Andou pelos Nacionais uns anos mas agora caiu pa Distrital. Quando eu digo Nacionais, não é pelas estradas, mas sim pelos campeonatos. Não vá alguém fazer confusão e não gosto disso.
Não me vou alongar mais. Fica, então, aqui o registo de mais uma bela terra pa vocês visitarem e me levarem convosco pa eu não ter prejuízo. Caso decidam ir sem mim, já sabem: toca a fazer e enviar relatório aqui para o blog. Estou ansioso pelo relatório sobre Joane.
Cumprimentos, seus Joaninos!
Cumprimentos, seus Joaninos!
domingo, 6 de março de 2016
Segunda à porta
Hoje não me apetece cumprimentar-vos. Não estou nem aí. Vai daí siga.
Não tou nada bem-disposto. O meu clube perdeu 2-1 em casa do último. Conseguem imaginar a azia? O último com duas vitórias em 22 jogos, tão a ver? Foda-se. Nem é bom.
Até era pa vos contar umas merdas fixes e o caralho, mas o melão é tanto que nem sequer me vou dar ao trabalho de contar isso. Vou contar uma anedota daquelas muita boas. Ou não.
A ver se melhoramos esta merda, e porque a segunda está quase a chegar, decidi trazer-vos uma anedota que mete alentejanos. Óbvio. Não podia meter lisboetas ou madeirenses. Qué dizer, poder até podia, mas como eu só considero Portugal de Coimbra pra cima, e excluindo as ilhas, vai dar tudo ao mesmo.
Então é o seguinte: vocês sabem porque é que os alentejanos ao domingo saem pela janela? Porque a segunda está à porta... e esta, hein?
Ah pois é maltinha da pesada. E da leve. E da meia. Curtiram, aposto. Sois boa gente. Vindes aqui por alguma razão. Bota pa cima deles. E delas. Sempre delas. Portai-vos bem, ok?
Salut.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
O alemão
Ora boa tarde a todos, menos a meia dúzia deles. É. São alguns ainda.
Ontem foi dia de bola. Fui até a esse sítio espantoso e magnífico chamado Dragão. Estádio do Dragão. Em causa estava saber como é que o Dortmund ia confirmar a passagem na Liga Europa.
Se empatava ou se ganhava. O Porto deste ano nem é mau de todo. É mau de todo x3. Puta que pariu.
Os gajos meteram logo um mano de olhos em bico e entramos logo a perder. Depois metemos o nosso, mas poche. Suk vs Kagawa. Olha pra caso. Onde é que jogaste, Suk? No Setúbal. E tu, Kagawa? No Manchester United. Ahhhhh, está bem.
Então, fui com um amigo meu. Daqueles mesmo de abraço. E ele sentou-se à minha direita. E à direita dele estava um francês. Um barulho do caralho, uma festa fodida, e o gajo olhava, ria-se e não abria a boca. Entre nós, debatemos logo que devia ser um daqueles alemães que controlou um bilhete a alguém na Ribeira. Puro engano. Já lá vamos.
A certa altura digo eu pro meu mano João: pergunta aí ó gajo se é alemão. E ele não tem mais nada: toca-lhe no braço e pergunta-lhe "és alemão?", e o mano, coitado, só disse "no speak portuguese". Ora foda-se, até aí já imaginava eu. O João é que não.
E o meu amigo fica a olhar pra mim como quem diz, agora desenrasca-te e fala pó gajo. E eu "my friend ask if you are from Germany". E ele "no, i'm french.". E digo pó João: é francês, pá. E ele levanta-lhe o polegar, olha pra mim e ri-se. Mas não foi o francês. Foi o João mesmo.
Já nem sei se o gajo era adepto do Marselha ou do Saint Éttiene. Um deles era. Acho eu. Perdemos que nos fodemos. 1-0. Fora-de-jogo. Rais te parta Aubameyang. Armaste-a a ponto da UEFA dar auto-golo ao Iker. Essa merda não é nada.
Ahhhh! Esperem lá! Então não é que mandei um dos meus 563 cachecóis do FCP pra Alemanha? Verdade. Troquei lá com um mano germânico. A esta hora já o deitou fora. Até aí, não...
Andava a ver se trocava, o mano vem lançado, olha pra mim e encolhe os ombros, como quem diz, foi tão fácil arrumar-vos. Eu só disse "change with me". E o sócio "of course, why not?". Ganda cena. Ainda tiramos lá umas fotos e o caralho, e os gajos só me diziam "good luck to the championship". E eu cá pra mim, pois tá bem, com esta equipa havemos de lá chegar. Só que não.
Quando saímos do nosso templo ainda veio um mano careca pedir pa trocar de cachecol com ele. Só se eu fosse marado dos cornos. Lol. Eu a dizer que tinha acabado de trocar, e ele a dizer é pá os que falei não quiseram trocar comigo. Temos pena. O meu amarelo e preto às riscas já tá na gaveta ao lado de cachecóis desses colossos chamados Feirense, Naval, Neuchatel Xamax, etc.
Já falo alemão e o caralho, querem ver? Bis morgen, meine freunde.
Ontem foi dia de bola. Fui até a esse sítio espantoso e magnífico chamado Dragão. Estádio do Dragão. Em causa estava saber como é que o Dortmund ia confirmar a passagem na Liga Europa.
Se empatava ou se ganhava. O Porto deste ano nem é mau de todo. É mau de todo x3. Puta que pariu.
Os gajos meteram logo um mano de olhos em bico e entramos logo a perder. Depois metemos o nosso, mas poche. Suk vs Kagawa. Olha pra caso. Onde é que jogaste, Suk? No Setúbal. E tu, Kagawa? No Manchester United. Ahhhhh, está bem.
Então, fui com um amigo meu. Daqueles mesmo de abraço. E ele sentou-se à minha direita. E à direita dele estava um francês. Um barulho do caralho, uma festa fodida, e o gajo olhava, ria-se e não abria a boca. Entre nós, debatemos logo que devia ser um daqueles alemães que controlou um bilhete a alguém na Ribeira. Puro engano. Já lá vamos.
A certa altura digo eu pro meu mano João: pergunta aí ó gajo se é alemão. E ele não tem mais nada: toca-lhe no braço e pergunta-lhe "és alemão?", e o mano, coitado, só disse "no speak portuguese". Ora foda-se, até aí já imaginava eu. O João é que não.
E o meu amigo fica a olhar pra mim como quem diz, agora desenrasca-te e fala pó gajo. E eu "my friend ask if you are from Germany". E ele "no, i'm french.". E digo pó João: é francês, pá. E ele levanta-lhe o polegar, olha pra mim e ri-se. Mas não foi o francês. Foi o João mesmo.
Já nem sei se o gajo era adepto do Marselha ou do Saint Éttiene. Um deles era. Acho eu. Perdemos que nos fodemos. 1-0. Fora-de-jogo. Rais te parta Aubameyang. Armaste-a a ponto da UEFA dar auto-golo ao Iker. Essa merda não é nada.
Ahhhh! Esperem lá! Então não é que mandei um dos meus 563 cachecóis do FCP pra Alemanha? Verdade. Troquei lá com um mano germânico. A esta hora já o deitou fora. Até aí, não...
Andava a ver se trocava, o mano vem lançado, olha pra mim e encolhe os ombros, como quem diz, foi tão fácil arrumar-vos. Eu só disse "change with me". E o sócio "of course, why not?". Ganda cena. Ainda tiramos lá umas fotos e o caralho, e os gajos só me diziam "good luck to the championship". E eu cá pra mim, pois tá bem, com esta equipa havemos de lá chegar. Só que não.
Quando saímos do nosso templo ainda veio um mano careca pedir pa trocar de cachecol com ele. Só se eu fosse marado dos cornos. Lol. Eu a dizer que tinha acabado de trocar, e ele a dizer é pá os que falei não quiseram trocar comigo. Temos pena. O meu amarelo e preto às riscas já tá na gaveta ao lado de cachecóis desses colossos chamados Feirense, Naval, Neuchatel Xamax, etc.
Já falo alemão e o caralho, querem ver? Bis morgen, meine freunde.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Ramón
Hola amigos! Como están ustedes?
Si, es verdad. Hoy voy hablar en español. Y quieren saber porqué? Porque hoy decidi hablar de Ramón Arcas Cárdenas. Quien? Perguntan ustedes. Y perguntan bien.
Conoceis Ramón Cárdenas? Es un español que jugó en el Porto. De Portugal. Lo mejor clube del Mundo. Verdad, joder! Yo conocí Ramón cuando jugaba en Juniores del Porto. Una vez incluso fue ver Juniores de Porto contra Feirense para la Liga Intercalar. Porto hay ganado, claro. 4-3, digo yo así de cabeza. Todavia no tengo certeza. Voy procurar. Si, verdad. 4-3 para el Porto. Que la chupen y sigan chupando!
Vá, vá. Mudemos masé pró português, fds. Tive três anos de espanhol, mas foram todos no décimo ano. Agora pensem. E isto não é nenhuma tanga.
A minha história com o Ramón, salvo seja, começou quando os Juniores do Porto ganharam ao Feirense, lá está, outra vez estes gajos, por 1-0 com um golo do ganda Ramón.
Acontece que um elemento da minha turma, o também ganda, Paulinho, jogava nos Juniores do Feirense. Então, na segunda-feira, andei o dia todo a chatear a cabeça ao moço e a dizer "ó Paulinho... Raaaaaamón!", e ele cego. Eheheh. Normal. Sportinguista que é ainda por cima.
A coisa foi andando até que chegámos à última aula do dia, das cinco às seis e meia da tarde, que era TIC. Ó foda-se lá pó burro do João Pinheiro de Barcelos. Ainda hoje me lembro destes pormenores todos. E já lá vão prai vinte anos. Mais ou menos. Mas pra menos. Muito menos.
E na aula, diz o Joel assim pra mim "diz aí a do Ramón", e eu, ó pá, gosto sempre de aceitar um bom desafio, e foi de gás "Raaaaaamón!", e o burro do prof vira-se e diz "dizes isso mais uma vez e vais lá pra fora". E eu, ó caralho, foi logo de giz "Raaaaaamón!". E o urso: lá pra fora! Fdp. Até hoje não lhe perdoei. E continuarei sem perdoar.
Depois passado uns tempitos, deu-se esse tal jogo da Liga Intercalar e eu fui até lá ver o jogo. Era à quarta-feira à tarde, tinha tarde livre, pronto, decidi ir matar tempo. Ainda mandei lá um berro ao Ramón, mas o gajo, poche. Tá quieto.
Bom e como é que eu me lembrei do Ramón, sabem? Porque vi no site foradejogo que ele faz anos hoje. Porque, sinceramente, já nem me lembrava desta história do Ramón. A minha cabeça já não é o que era. É da idade, acho eu. Vocês quando chegarem lá vão entender. Ou não. Houve um tempo em que ainda fui amigo do Ramón no facebook. Mas esse tempo já lá vai. O gajo agora joga em Espanha.
Adiós amigos. Saludos para vosotros, vale? Vale.
Si, es verdad. Hoy voy hablar en español. Y quieren saber porqué? Porque hoy decidi hablar de Ramón Arcas Cárdenas. Quien? Perguntan ustedes. Y perguntan bien.
Conoceis Ramón Cárdenas? Es un español que jugó en el Porto. De Portugal. Lo mejor clube del Mundo. Verdad, joder! Yo conocí Ramón cuando jugaba en Juniores del Porto. Una vez incluso fue ver Juniores de Porto contra Feirense para la Liga Intercalar. Porto hay ganado, claro. 4-3, digo yo así de cabeza. Todavia no tengo certeza. Voy procurar. Si, verdad. 4-3 para el Porto. Que la chupen y sigan chupando!
Vá, vá. Mudemos masé pró português, fds. Tive três anos de espanhol, mas foram todos no décimo ano. Agora pensem. E isto não é nenhuma tanga.
A minha história com o Ramón, salvo seja, começou quando os Juniores do Porto ganharam ao Feirense, lá está, outra vez estes gajos, por 1-0 com um golo do ganda Ramón.
Acontece que um elemento da minha turma, o também ganda, Paulinho, jogava nos Juniores do Feirense. Então, na segunda-feira, andei o dia todo a chatear a cabeça ao moço e a dizer "ó Paulinho... Raaaaaamón!", e ele cego. Eheheh. Normal. Sportinguista que é ainda por cima.
A coisa foi andando até que chegámos à última aula do dia, das cinco às seis e meia da tarde, que era TIC. Ó foda-se lá pó burro do João Pinheiro de Barcelos. Ainda hoje me lembro destes pormenores todos. E já lá vão prai vinte anos. Mais ou menos. Mas pra menos. Muito menos.
E na aula, diz o Joel assim pra mim "diz aí a do Ramón", e eu, ó pá, gosto sempre de aceitar um bom desafio, e foi de gás "Raaaaaamón!", e o burro do prof vira-se e diz "dizes isso mais uma vez e vais lá pra fora". E eu, ó caralho, foi logo de giz "Raaaaaamón!". E o urso: lá pra fora! Fdp. Até hoje não lhe perdoei. E continuarei sem perdoar.
Depois passado uns tempitos, deu-se esse tal jogo da Liga Intercalar e eu fui até lá ver o jogo. Era à quarta-feira à tarde, tinha tarde livre, pronto, decidi ir matar tempo. Ainda mandei lá um berro ao Ramón, mas o gajo, poche. Tá quieto.
Bom e como é que eu me lembrei do Ramón, sabem? Porque vi no site foradejogo que ele faz anos hoje. Porque, sinceramente, já nem me lembrava desta história do Ramón. A minha cabeça já não é o que era. É da idade, acho eu. Vocês quando chegarem lá vão entender. Ou não. Houve um tempo em que ainda fui amigo do Ramón no facebook. Mas esse tempo já lá vai. O gajo agora joga em Espanha.
Adiós amigos. Saludos para vosotros, vale? Vale.
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